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100 anos de histórias, poesia e amor por São Paulo

Homenagens aproximam novas gerações da arte de Paulo Bomfim. Há pessoas que passam pela história. Outras deixam lembranças que fazem a história continuar sendo contada. Paulo Bomfim pertence ao segundo grupo. No dia 30 de setembro, foi celebrado o centenário de nascimento do escritor, conhecido como o Príncipe dos Poetas Brasileiros, falecido em 2019. Ao longo do mês, sua arte voltou a ocupar espaços que fizeram parte de sua trajetória: o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Academia Paulista de Letras, palcos, museus e ruas da Capital. Os encontros que o homenagearam se transformaram em uma viagem pela memória de São Paulo — feita de versos, músicas e lembranças. O início As trajetórias de Paulo Bomfim e do Tribunal de Justiça de São Paulo se cruzaram por mais de 50 anos. O poeta trabalhou no Judiciário e manteve, ao longo da vida, uma relação próxima com magistrados e servidores. É autor do hino do TJSP, além dos hinos da Escola Paulista da Magistratura e da Associação Paulista de Magistrados. Em 2012, recebeu o Colar do Mérito Judiciário, a mais alta honraria da Corte paulista. O Tribunal também o homenageou ainda em vida, com uma sala que leva seu nome: o Espaço Cultural Poeta Paulo Bomfim, instalado no segundo andar do Palácio da Justiça. A palavra como ponto de partida Na Academia Paulista de Letras (APL), a lembrança de Paulo Bomfim ganhou voz em versos sobre São Paulo, que cresceu e se transformou diante de seus olhos. O escritor integrou a instituição por 56 anos e, nos últimos 15 anos de vida, foi seu decano. A relação com a Capital era profunda: em sua poesia, ela não era apenas cenário, mas personagem, memória e identidade. A poesia vira música e lembrança Após a literatura, veio a música. No Teatro Anchieta (Sesc Consolação), a “Noite Poética” reuniu versos, canções e memórias de Paulo Bomfim. Seus poemas foram declamados e sua trajetória relembrada por amigos e admiradores. Os Trovadores Urbanos destacaram outra característica do poeta: o amor pela música popular, vida urbana, tradição e história. No Museu, versos viraram melodia No Palacete Conde de Sarzedas, sede do Museu do TJSP, magistrados e servidores cantaram para o Príncipe dos Poetas Brasileiros. Em seguida, amigos e admiradores declamaram seus mais famosos poemas e versos, reunidos em edição especial publicada pelo portal de notícias Migalhas e distribuída durante os eventos. Assista ao vídeo. E, no fim, Paulo voltou para casa Depois de passear por São Paulo, o último capítulo das comemorações aconteceu onde tantas histórias do poeta permanecem guardadas: no Palácio da Justiça. Em 30 de setembro, foi realizada uma missa na Capela Santa Luzia e Menino Jesus. Em seguida, o público acompanhou o descerramento da estátua de Paulo Bomfim, em frente à sede do TJSP, eternizando seu nome e sua importância para o Tribunal e para a cidade. Após, aconteceu a abertura de exposição em sua homenagem, que pode ser visitada até 15/10, e um sarau. Veja o vídeo. Ao longo do mês, a memória e a arte de Paulo estiveram em diferentes lugares e, em cada um deles, surgiu uma faceta diferente: o poeta, o jornalista, o cronista, o acadêmico, o servidor, o amigo e o apaixonado por São Paulo. Sua trajetória reúne 37 obras publicadas, persos prêmios e condecorações. Mas, talvez, sua permanência esteja menos nos números e mais nos sentimentos que despertou por onde passou. Por isso, a celebração de sua vida não termina com uma estátua ou uma exposição. É algo mais difícil de medir: a força de uma presença que continua sendo lembrada, cantada e compartilhada. Paulo Bomfim dizia que “poetas não morrem, eles se transformam em palavras”. Suas palavras ganharam música, memória, imagem e voz. E, no mês de seu centenário, a presença do poeta ganhou força renovada na São Paulo que tanto amou — pelas mãos e vozes de quem continua contando sua história. As homenagens a Paulo Bomfim foram promovidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Academia Paulista de Letras (APL) e Serviço Social do Comércio (Sesc). Em todos os eventos, o Migalhas, portal de notícias e artigos jurídicos do Brasil, distribuiu gratuitamente exemplares da obra "Migalhas de Paulo Bomfim". *Texto originalmente publicado no Dejesp de 7/10/26. imprensatj@tjsp.jus.br
08/10/2026 (00:00)
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