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Justiça do Trabalho leva mutirão de cidadania a comunidades indígenas do Oiapoque

15/6/2026 - A Justiça do Trabalho já está no Oiapoque (AP) para mais uma etapa da Política Nacional de Justiça Itinerante e Inclusão Digital (PNJIID). A partir desta quarta-feira (17), moradores de comunidades indígenas da região terão acesso a uma ampla rede de serviços públicos gratuitos nas aldeias Manga e Espírito Santo, em uma ação que pretende realizar entre 1,6 mil e 2 mil atendimentos ao longo de quatro dias. A iniciativa reunirá 153 profissionais de persos órgãos públicos para oferecer atendimentos jurídicos, previdenciários, de saúde, assistência social, emissão de documentos e orientações trabalhistas. A mobilização contará ainda com o apoio logístico de dez embarcações disponibilizadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que transportarão moradores de aldeias vizinhas por via fluvial, além de dois ônibus coletivos cedidos pela Prefeitura de Oiapoque para o deslocamento terrestre da população. Serviços oferecidos são gratuitos Os atendimentos ocorrerão nos dias 17 e 18 de junho, na aldeia Manga, e nos dias 20 e 21 de junho, na aldeia Espírito Santo, sempre das 8h às 18h. Entre os serviços oferecidos estão: Orientações e recebimento de denúncias sobre questões trabalhistas; Solução de conflitos na área do trabalho; Emissão de documentos como carteira de trabalho; Certidão de nascimento; Carteira de identidade; Título de eleitor; Cartão do SUS; Atendimento previdenciário; Orientações jurídicas persas; e Atendimento fisioterapêutico e psicológico inpidual. Todos os serviços serão gratuitos. A ação reunirá a Justiça do Trabalho, a Justiça Estadual, o Ministério Público Federal, o Tribunal Regional Eleitoral, cartórios, o INSS, a Caixa Econômica Federal, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, o Distrito Sanitário Especial Indígena Amapá e Norte do Pará (DSEI) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Também estão previstas palestras, rodas de conversa e momentos de escuta com estudantes, professores, lideranças indígenas e comunidade em geral. Justiça no Oiapoque Localizado no extremo norte do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, o município de Oiapoque foi escolhido por reunir características que evidenciam a importância da presença do Estado em territórios historicamente marcados por barreiras geográficas e sociais. Segundo o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e coordenador da PNJIID, Otávio Ferreira, a definição do município e das aldeias Manga e Espírito Santo levou em consideração a forte presença de comunidades indígenas, as dificuldades de acesso a serviços públicos e as demandas apresentadas pelas próprias lideranças locais. “Levar a Justiça até onde as pessoas estão, especialmente em regiões onde o acesso aos direitos é mais difícil, é uma das premissas da Política Nacional de Justiça Itinerante e Inclusão Digital”, afirma o magistrado. A ação no Oiapoque é a quarta realizada no âmbito da política nacional, que busca aproximar a Justiça do Trabalho da população e ampliar o acesso a direitos e serviços públicos em regiões distantes dos grandes centros urbanos. Para Otávio Ferreira, as experiências anteriores demonstram que a Justiça Itinerante vai além da prestação jurisdicional. “A principal lição dessas experiências é que a Justiça Itinerante funciona como uma porta de entrada para direitos, fortalecendo a cidadania e promovendo a presença efetiva do Estado em territórios historicamente pouco assistidos”, destaca. (Flávia Felix/LA/AJ)
15/06/2026 (00:00)
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