Quarta-feira
08 de Abril de 2026 - 
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Segundo dia da Semana de Cultura articula trabalho, formação e acesso à leitura no RJ

Da terra cultivada na colônia agrícola em Magé aos corredores de uma editora de livros no centro do Rio de Janeiro, o segundo dia da Semana de Cultura no Sistema Prisional promoveu experiências e debates que envolveram pessoas privadas de liberdade, egressos do sistema e servidores que trabalham nas penitenciárias do estado.  O evento, que começou ontem, integra o Horizontes Culturais, estratégia do plano Pena Justa para ampliar o acesso à arte e à cultura no sistema prisional. A iniciativa será lançada oficialmente no dia 10 de abril, com a presença do presidente do CNJ, ministro Edson Fachin.  Acesse a programação completa da semana Terra e trabalho  A programação desta quarta-feira (8) incluiu atividades na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé (RJ), onde pessoas privadas de liberdade trabalham diretamente com a terra e ajudam a manter espaços de horta e banco de sementes. No local, a juíza auxiliar da presidência do CNJ, Solange Reimberg, e o juiz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Fábio Ataíde, conduziram rodas de conversa que incluíram também os policiais penais, abordando temas como escolhas de vida e reconstrução de trajetórias. “Ao promover espaços de escuta e reflexão como esse, conseguimos reforçar o senso de pertencimento e mostrar que novos caminhos são possíveis. O trabalho com a terra, aliado ao diálogo, contribui diretamente para uma perspectiva mais digna de reintegração social”, afirma Solange.  Ainda pela manhã, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, estudantes de serviço social convidados pelo Escritório Social de Niterói visitaram a exposição fotográfica do programa Replantando a Vida, que emprega mais de 500 pessoas em cumprimento de pena e possibilita remição de pena por meio do trabalho. Ao longo do dia, a exposição também recebeu participantes do programa Começar de Novo, voltado à inserção de pessoas egressas no mercado formal. Os Escritórios Sociais são locais de atendimento a pessoas que acabaram de sair da prisão e suas famílias.  Foto: Brunno Dantas / TJRJ   Livros, cinema e território  Pessoas egressas e familiares participaram de visita guiada pelos diferentes setores da Editora Record, conhecendo etapas da produção editorial, do processo de revisão à impressão e distribuição de livros.  Já no Centro Cultural Justiça Federal, um cine diálogo reuniu cerca de 30 participantes para a exibição dos curtas Lapso, de Carolini Cavalcanti, e Sobre Amizade e Bicicletas, de Julia Vidal. A atividade contou com a presença de pessoas egressas e familiares, além de participantes do programa Começar de Novo do TJRJ e representantes da Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP), da Seppen/RJ, do Instituto Sobreviventes, do Instituto de Cultura e Consciência Negra Nelson Mandela, do Teatro Kriadaki e da Rede de Atenção às Pessoas Egressas do Sistema Prisional (Raesp).  Após a exibição, o debate foi conduzido com a participação do cineasta Roberto Berliner, da assistente social Elenice Clemente e de Paulo Henrique, do Instituto Nelson Mandela. A conversa partiu de perguntas disparadoras e abriu espaço para relatos de pessoas egressas, que compartilharam experiências relacionadas ao sistema prisional, incluindo trajetórias marcadas por décadas de privação de liberdade.   “Essa dinâmica evidencia como a cultura pode ser uma poderosa ferramenta de conexão e reflexão, especialmente para quem vivenciou, direta ou indiretamente, a experiência do cárcere. São momentos que fortalecem vínculos, ampliam perspectivas e contribuem para uma inclusão social mais consistente, ancorada na cultura e no conhecimento. Trata-se de um convite à escuta e ao reconhecimento mútuo, capaz de tensionar lógicas excludentes e afirmar a dignidade humana como ponto de partida para novos caminhos”, afirma o juiz coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ), Luís Lanfredi.  A programação incluiu ainda encontro promovido em parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, reunindo integrantes do sistema de justiça, artistas, educadores e participantes de projetos sociais. A atividade discutiu o papel da arte e das iniciativas comunitárias na criação de oportunidades, no fortalecimento do pertencimento e na reconstrução de trajetórias.  O segundo dia se encerra com nova apresentação do espetáculo Perigosas Damas, no Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, dando continuidade às atividades da semana.  Cine diálogo no Centro Cultural Justiça Federal / Foto: Rafael Brito / Fazendo Justiça Sobre o evento  Ao longo da semana, unidades prisionais e espaços culturais terão atividades voltadas a pessoas privadas de liberdade, egressas, familiares e servidores penais, com participação de artistas e profissionais da cultura. O objetivo, além de apresentar a arte como caminho para a reconstrução de trajetórias de vida, é também dar visibilidade a práticas culturais que já acontecem nas unidades. O evento tem curadoria de Carollina Lauriano e coordenação técnica e de conteúdo de Karla Osorio Netto. A iniciativa integra as ações do programa Fazendo Justiça, coordenado pelo CNJ em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).    —– Os jornalistas interessados em cobrir o lançamento do Horizontes Culturais, que será realizado no dia 10 de abril, a partir das 14h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, deverão encaminhar solicitação de credenciamento para o e-mail imprensa@cnj.jus.br, com o assunto “Credenciamento Theatro Municipal”, informando nome completo, veículo de comunicação e função.  Na mesma data, às 17h, os profissionais que desejarem acompanhar o lançamento do Cuidar, estratégia de saúde do Plano Pena Justa, deverão realizar o credenciamento por meio do formulário disponível no link: https://forms.gle/Hnv1GRXon4gEz7A5A  Número de visualizações: 11
08/04/2026 (00:00)
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